foto claudia gordini

Tá no DNA: Como me tornei a Cláudia Viajante

Atualizado em 09/06/2026

Explorar o mundo nunca foi uma escolha para mim; foi herança. Sabe aquela história de “está no sangue”? No meu caso, é genética pura, herdada de pai e de avó.

O começo: Aventuras no Gordini

Minha vida de viajante começou no berço, ou melhor, no banco traseiro de um Gordini (era um carro… do tempo do êpa). Meu pai dava um jeito de levar de tudo dentro do carro e encima dele também. Ele colocava a família toda no mesmo rumo a Santa Catarina. Como ele era extremamente “econômico”, o hotel era o próprio carro estacionado na areia, à beira-mar. Minha mãe improvisava um colchão sobre sacolas no chão do carro, para que eu e minhas irmãs dormíssemos. Era um aperto danado, mas a diversão era garantida!

Passávamos as férias de verão acampando em Itapeva, bairro de Torres . Nada de campings estruturados: meu pai gostava de se perder entre as dunas. O acampamento era tão peculiar que apelidamos de “Trapolândia”: uma barraca verde militar para dormir, uma laranja para a cozinha e até um “banheiro”, com vaso sanitário e chuveiro. Meu pai, um verdadeiro Professor Pardal, inventava mil geringonças para garantir
nosso conforto nessas expedições. Que época boa!

Desbravando a América do Sul

Aos 12 anos, mudei de parceria de viagem, mas mantive o pé na estrada. Comecei a viajar com minha avó para o Paraguai, Montevidéu e Buenos Aires. Como ela tinha pânico de avião, cruzamos fronteiras de ônibus. Ali, entre horas de estrada, entendi que o mundo era grande demais para eu ficar parada em um só lugar.

Passaporte carimbado e horizontes expandidos

Aos 18 anos, a coisa ficou séria. Com minha mãe, irmã ou amigas, explorei o Brasil, as Américas, o Marrocos e finalmente, o Velho Continente. A Europa me conquistou de imediato pela arquitetura, gastronomia e segurança.

Mas o que me encanta até hoje, é percorrer o interior europeu. Não tem preço sair de um campo de girassóis e, em poucos quilômetros, encontrar lagos cristalinos, castelos e vilas de contos de fadas. Acho que me apaixonei por esse ritmo mais lento, pelo contato com a natureza e pela história e cultura em cada detalhe, longe do agito das metrópoles.