Workshop? Na viagem? “Mas eu tô de férias!”
Pois é… eu também pensei isso
Em julho de 2017, na minha primeira viagem solo, fui para Firenze (Florença) na Itália
e me matriculei num curso de idioma italiano, por três semanas. Lá na própria escola
(depois conto melhor em outro post), me ofereceram workshops de enogastronomia.
Não pensei duas vezes!
Para ocupar as noites, e também pra não ficar tão sozinha, me inscrevi em uns 6
workshops, duas vezes por semana, na escola In Tavola. E olha… eu contava os
minutos pra dar 19h nos dias de oficina!
Durante quase 3 horas, eu tinha companhia, dava boas risadas e ainda praticava um
“portunhol-italianado” pra me virar. As oficinas orientadas em italiano e inglês, mas
cozinhar é praticamente “mímica”, olhando com atenção, você entende tudo.
O valor na época girava em torno de 30 euros por oficina, e valia cada centavo! Em
cada noite aprendiamos a preparar um menu completo:
- entrada (antipasto)
- prato principal (primo piatto, geralmente massa)
- sobremesa (dolce)
Cozinhamos tortelli di patate, salsa di besciamella, tiramisù, soufflé de chocolate e
outras delícias de comer rezando!
E não pense que você só fica olhando, não! Vai colocar a mão na massa mesmo. No
final, todos sentam junto numa mesa enorme pra provar o que foi preparado, com
direito a água ou vinho. Ou seja: além da experiência, você ainda economiza na janta…
olha o custo-benefício aí.
Ah! No fim das oficinas, você ainda ganha um caderninho com todas as receitas (em
italiano, claro).

Uma coisa importante: esses workshops são super concorridos!
Tentei me inscrever numa aula de pães e pizzas com umas colegas… resultado?
Ficamos chupando o dedo. O mês inteiro lotado!
E olha que eu nem sou tão fã de cozinhar assim (só quando bate a inspiração), mas amei
aprender receitas italianas de verdade. Fora o clima: gente do mundo todo, australianos,
americanos, canadenses, latino-americanos e europeus, e como eles se esforçavam a
entender meu português, isso foi muito simpático.
E o mais fofo? As crianças! Sim, elas também estavam participando das oficinas à noite,
e se divertiam horrores… inclusive distraíram todo mundo em volta tentando preparar
as receitas do jeitinho delas.
Como eu disse, fiz meu curso na In Tavola. Na época, eram três chefs o mais velho o
Professor Fabrício, bonitão…, por sorte fiz aula com todos, e eram incríveis: ótimos
professores, simpáticos e italianos da gema, daqueles de bem com a vida. Tinha também
um assistente indiano: falante e divertido.
Hoje em dia, são oferecidos cursos pela manhã, tarde e noite: massas frescas, carnes,
peixes, pães, pizzas, sorvete (gelato), confeitaria (pasticceria) e menu completo (3
pratos), este foi o que eu fiz.
Só um detalhe: os preços subiram bastante. Aquele workshop que paguei 30 euros, hoje
gira em torno de 70 euros, mas sendo aluno(a) de escolas de idioma, acho que tem
desconto para estudante, verifique.
Endereço: Via dei Velluti, 20r
Site: intavola.org
Se você me perguntar, se vale a pena incluir um ou vários workshops na viagem?
Olha, vou te dizer: é uma das experiências mais gostosas (literalmente!) que você pode
ter.
PASSEI “UNO” MICO
O mico nem foi tão grave… fala isso pro meu dedo.
Minha turma estava preparando um doce, tipo um creme de leite com ovos, e estava
fervendo. O profe. me chamou pra ajudar a colocar o creme em copinhos amanteigados.
Aí vem a esperta e joga o creme no próprio dedo. Isso mesmo, errei o alvo bonito!
A dor? Misericórdia… doía demais! Mas eu fiquei ali, plena, fazendo cara de paisagem
e sem reclamar. Só que todo mundo entrou em pânico, inclusive o profe. Pegaram uma
panela, encheram de água gelada e enfiaram minha mão lá dentro. E não tinha nenhum
remedinho à vista! Pelo jeito, não é um acidente muito comum… claro que tinha que
acontecer comigo, né? Que vergonha… aiaiai!
DE CARA COM A REALIDADE
Nunca na vida me senti tão frustrada, e por culpa minha mesmo… ou do meu cérebro
Dizem por aí que o lado direito do cérebro ajuda no aprendizado de idiomas. O meu
deve estar de férias, porque eu simplesmente não consigo falar! Na hora H, fico
nervosa, me embanano toda e dá aquele branco básico.
O curso de culinária tinha 90% das pessoas falando inglês. Me senti não só um peixe
fora d’água… mas um peixe completamente sem ar, sufocada mesmo. Sensação
péssima!
Mas deixar de viajar por causa disso?
NEM A PAU, JUVENAL!

